Tecnologias de Gestão de Tráfego Aéreo, baseadas em ADS-B para o AIM
A ADM, E.P vai implementar em 2012, o sistema de Vigilância ADS-B (Automatic, Dependent, Surveillence- Broadcast). Numa primeira fase vai-se iniciar na nova torre de controlo do Aeroporto Internacional de Maputo e irá cobrir o espaço aéreo da região Sul do nosso País.
Esta informação foi dada pelo Administrador do Pelouro de Gestão de Tráfego Aéreo, Emanuel Chaves numa palestra subordinada ao tema - Novas tecnologias CNS/ATM na aviação Civil – VSAT e ADS-B, realizada no dia 26 de Outubro na Escola Nacional de Aeronáutica, em Maputo.
O sistema ADS-B, identifica a posição e velocidade da aeronave em 3D de GPS. Ela recebe dados de transmissores, informações de tráfego e meteorologia. O sistema é Automático porque está sempre ligado e não requer nenhuma intervenção do piloto; é Dependente porque depende de um sinal satélite para determinar a sua posição; e é de Vigilância porque providencia serviços de vigilância como imagens Radar.
Em relação ao Broadcast, este transmite continuamente a posição da aeronave e outros dados para estações em terra equipadas com um receptor ADS-B ou seja estação a bordo de outras aeronaves.
Este sistema, por transmitir e receber dados via satélite, pode ter disponibilidade de 99,9%. O sinal de ADS-B não sofre interferência de condições atmosféricas e da altitude do alvo.
No que tange ao CNS (Comunicações, Navegações e Vigilância) /ATM (Sistema de gestão de Tráfego Aéreo), é um conceito inovador aprovado pela ICAO, nos anos 80, com vista a melhorar a segurança e a eficiência da aviação civil, com a duplicação do tráfego previsto para os anos 2020. O conceito CNS/ATM aprovado pela ICAO, estabelece a utilização de sistemas digitais, baseados em satélites e Data-Link. A implementação deste conceito tem por objectivo melhorar a segurança nacional e Ambiental, flexibilidade de voar, pontualidade e eficiência económica de voo.
De referir que existem alguns países da sub-região da SADC que estão interessados em implementar conjuntamente o sistema ADS-B, nomeadamente Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana e Moçambique, o que poderá proporcionar vantagens operacionais, pois em caso de falhas do sistema de um País, há possibilidades de utilização de antenas de prestadores de serviços de navegação daqueles países. Com esta intenção, foi criado um comité de trabalho que está a estudar a melhor forma de implementar este projecto conjunto.